26/10

Brasil Surf Pro, campeonato mais verde do mundo, ancora no Rio de Janeiro

IV etapa da competição será realizada na praia da Barra da Tijuca, de 2 a 6 de novembro, com ações ecológicas na Lagoa de Marapendi e muita conscientização ambiental


Chegou a vez do Rio de Janeiro receber a nata do surf brasileiro. A IV etapa do Brasil Surf Pro na Barra da Tijuca tem data certa, de 2 a 6 de novembro, mas a cidade continuará sentindo os bons fluidos da competição por muitos anos. Já conhecido como o campeonato mais verde do mundo, o BSP trará melhorias para o local, com o replantio de mudas de mangue e restinga na Lagoa de Marapendi, e, mais ainda, para a consciência ambiental da população, com atividades voltadas para escolas e projetos sociais.

As ações ambientais, no entanto, estão longe da limitação pontual. O campeonato como um todo tem como foco a sustentabilidade. A começar pela plataforma Petrobras Surf pelas Florestas. Montada no local da prova, ao lado do posto 4 da praia da Barra, a plataforma trará informações sobre o ecossistema, instalações interativas, distribuição de sementes e homenagem ao Ano Internacional das Florestas, com distribuição de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

Antes mesmo das ondas locais se tornarem o palco principal dos surfistas, os carioquinhas irão mergulhar no Meio Ambiente do Parque Municipal Marapendi. Na terça-feira, dia 1º, escolas e projetos sociais farão uma excursão para conhecer o ecossistema da floresta com palestra, gincanas e caminhada pelas trilhas do parque.

No primeiro dia de competição, quarta-feira, crianças e jovens do Favela Surf Clube, Rocinha Surf Escola, Cades (Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento do Surfe) e O´Surfe poderão assistir baterias entre os melhores atletas do Brasil e ainda participar das atividades educativas do projeto ambiental Petrobras Surfe Pelas Florestas.

Na parte da tarde, professores de surfe das escolas da Acaes (Associação Carioca das Escolas de Surfe) farão um curso de capacitação em pedagogia e gestão ambiental, conhecimento importante para ser posto em prática durante as aulas nas escolinhas de surfe. No final do curso, que será ministrado por feras do assunto como o coordenador do Surf pelas Florestas, Glenn Suba, a coordenadora da pedagogia ambiental, Bruna Nazarri, e o especialista em sustentabilidade e aquecimento global Roberto Vamos, as crianças receberão um certificado. O presidente da Feserj (Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro) e gestor do Parque Marapendi, Abílio Fernandes, também participa da aula para a meninada.

O gerente de sustentabilidade do Brasil Surf Pro, Glenn Suba, falou sobre a importância das ações ambientais no Rio para tentar reverter problemas antigos de poluição da cidade.

“Os desafios ambientais no Rio são enormes. Talvez o principal seja o lançamento de esgoto sem tratamento na Baia da Guanabara, via emissários submarinos, e nas lagoas da Barra. Há tempos essa é uma questão recorrente nos debates sobre a cidade, mas ainda faltam investimentos nessa área. Fizermos um passeio de stand up pela linda Lagoa de Marapendi do Novo Leblon ao Barra Mares e vimos pelo menos dez pontos de lançamento de esgoto. O desenvolvimento da Barra não pode continuar desalinhado com os princípios de sustentabilidade e vamos chamar atenção para isso durante o cronograma das atividades do Surfe Pelas Florestas”, ressalta Glenn.

O Brasil Surf Pro também levará, nos outros dias do campeonato, escolas municipais e crianças de vilas olímpicas de comunidades do Rio à praia da Barra. Os surfistas não ficam de fora das ações. Além de inspirar futuros atletas a praticar o esporte, o seu desempenho nas ondas reflete diretamente na quantidade de árvores plantadas pelo Brasil Surf Pro. No projeto “surfistas verdes”, cada onda dropada com pontuação a partir de oito proporciona o plantio de cinco árvores. Para a nota máxima, dez vezes mais árvores, somando 50 novas fontes de vida para o planeta.

A estimativa é que os “surfistas verdes” sejam responsáveis pelo plantio de 500 mudas até o final do evento. Na primeira etapa da competição, no Cupe, foram 20 ondas no critério excelente, o que resultou no plantio de 100 árvores. Até o momento, mais de 200 mudas já foram plantadas pelos “surfistas verdes”, e mais de 400 pelo projeto. Tomas Hermes, campeão de duas etapas do Brasil Surf Pro, lidera o ranking verde.

A carboneutralização é outra novidade da competição deste ano. Todas as emissões de CO2 do campeonato e de seus participantes serão calculados e neutralizados com o plantio de um número correspondente de árvores no corredor ecológico Tinguá-Bocaina, também no Rio de Janeiro.

O programa Petrobras Surf Pelas Florestas conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente que entendeu a importância do trabalho de sensibilização durante o Ano Internacional das Florestas (declarado pela ONU).

Agenda ambiental

Terça-feira | 1/11 – Excursão de escolas para Parque Municipal da Marapendi

Quarta-feira | 2/11 – Excursão dos projetos sociais de surfe para o campeonato e Curso de Capacitação em Pedagogia Ambiental para Instrutores de Surfe

Quinta-feira| 3/11 – Excursão das escolas municipais para o campeonato

Sexta-feira| 4/11 – Excursão de Vilas Olímpicas para o campeonato

Sábado | 5/11 – Bateria de Tag Team com os Projetos Sociais de Surf

Domingo | 6/11 – Mutirão de Limpeza da praia e atividades com Adapt Surfe – surfe para portadores de necessidades especiais

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